About Me

My photo

Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

31 August 2014

SERRINHA, UMA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO INTERIOR PARANAENSE EM 1925



                            Os álbuns de família contém tesouros documentais sem fim. Basta folhear um deles e as maravilhas irão aparecendo.   Num álbum da família Raschendorfer encontrei vistas do carnaval de 1924 no Rio de Janeiro, churrascadas em Curityba,  viagens a Iraty, Rio Negro e... Porto Amazonas.  Para se chegar a Porto Amazonas naquela época se pegava um trem que passava por diversas estações e, numa delas, o viajante e também fotógrafo amador tirou uma chapa que revela um momento da vida naquela época com toda a riqueza de detalhes. Era a viagem de volta e vê-se a estação ao fundo e os passageiros possivelmente esticando as pernas para depois entrar nos vagões e seguir viagem. O menino que aparece entre os distintos passageiros deve ser um morador das proximidades que veio ver o bulício daquela gente de outras paragens e, quem sabe, conseguir uma moeda com alguma alma boa.   Nota-se que, exceto o guri,  todos usavam o indefectível chapéu, paletós e sobretudos com gravata.  Pode-se, com pouco esforço, ouvir-se os sons e imaginar o que aconteceu logo em seguida àquele átimo de centésimo de segundo em que a cena foi perpetuada pela máquina Kodak.   O menino continua o seu caminho, o chefe da estação faz bimbalhar o sino ou soa o apito, anunciando que a composição seguirá viagem. Os passageiros movem-se em direção aos vagões, alguns conversando, jogando os cigarros no chão. Enquanto o menino desaparece ao fundo,   ouve-se um apito forte o expresso põe-se a caminho para Curitiba, em meio à fumaça e ao ruído característico do puxar de vagões da velha e rangente locomotiva. Só quem viveu a época das locomotivas a vapor, até os anos 60, sabe imaginar o som dessas maravilhas fumacentas.    Como imaginar em 1925 que alguns anos depois dessa foto, essa estação seria desativada, e algumas décadas depois, não teríamos mais sequer as locomotivas, sequer as viagens, tudo se esvaneceria restando apenas as lembranças de cada um ?      




cena da estação Serrinha, perto de Porto Amazonas, Pr, em 1924. álbum de família. (acervo PJC)



LINK PARA O TEXTO ABAIXO, COM FOTOS E MAPA: 

http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-cur-pgro/afonsomoreira.htm

Neste sítio temos uma história da estação Serrinha. Ali se lê que:
HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste. Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras, modificando totalmente o curso do ramal original. No início dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha em seu leito original.
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação de Serrinha foi inaugurada por volta de 1891. A sua função primordial era a de ser estação colocada no ponto de bifurcação entre os ramais de Rio Negro, que seguia para o sul, e a linha que seguia de Curitiba para Ponta Grossa. Em 1914, com a modificação de traçado entre Serrinha ePalmeira, modificação esta que eliminou o antigo ramal de Porto Amazonas, a linha passou a cruzar duas vezes o rio Iguaçu: para o sul, onde logo após a travessia foi criada a estação de Nova Capivari - e para o norte de novo, para atingir a estação de Caiacanga e depois Porto Amazonas, agora incorporada à linha principal. Mais tarde, em 1934, foi inaugurada a variante de Capivari, que retificou os primeiros dezoito quilômetros do ramal do Rio Negro e fez com que esta linha não saísse mais de Serrinha, mas sim de Engenheiro Bley, que seria agora o novo nome da estação de Capivari, como já visto, ao sul do rio IguaçuSerrinhapassa a ser, a partir deste ano, apenas uma estação de passagem.
Em 1945 uma nova estação ainda estava em construção, como mostra a foto abaixo. A história é confusa e cheia de incertezas, pois há divergências de datas na própria literatura oficial da RVPSC. Em 1946, segundo o relatório da RVPSC para esse ano, a estação de Afonso Moreira substituiu a velha estação de Serrinha - no mesmo local ou não? Aparentemente não, havia alguma distância entre elas. A verdade é que os guias não mostram mais Serrinha e mostram Afonso Moreira a partir dessa época, sendo esta última apresentando um prédio novo, de alvenaria. O jornal Diário do Paraná, de 19/12/1946, anuncia a inauguração da "nova estação" de Afonso Moreira em 17 de dezembro desse ano, recém-construída no quilômetro 177 da linha. Não cita a estação de Serrinha em nenhuma parte do pequeno texto. Por sua vez, o prédio antigo de Serrinha foi demolido. Em 1977, com a desativação da linha original do ramal, a estação de Afonso Moreira foi desativada e ficou fora da linha. "Envio uma foto que fiz no mês passado da parada Afonso Moreira. Esta foi recentemente reformada e está em muito bom estado. A foto que te envio é, na verdade, uma montagem de duas fotos panorâmicas e mostra o cruzamento da linha férrea atual da ALL (à direita e em traçado reto cortando o morro) com o antigo leito da ferrovia antiga e desativada, o qual circulava por trás do morro cortado (à direita), passava pela parada Afonso Moreira e seguia em curva pelo pé do morro onde me encontro tirando a foto, seguindo para a Serrinha. A cidade de Balsa Nova pode ser vista ao fundo, no canto superior direito da foto, onde também pode ser vista uma beiradinha do rio Iguaçu." (Luiz Fernando Duboc, Curitiba, PR, 04/2004)




OS ALMANAQUES TRAZIAM INFORMAÇÕES PARA VIAJANTES, NÃO APENAS DAS VIAGENS DE TREM, MAS AS DE DILIGÊNCIAS, NAVIOS E, FUTURAMENTE, DE ÔNIBUS.  




almanaque onde constam os trajetos das viagens de trem, inclusive mencionando a estação Serrinha -(acervo PJC) 






as páginas do almanaque de 1907 com os trajetos das linhas de trem (acervo Paulo José da Costa)









capa da "Folhinha Propagandista Sul do Brasil" de 1931, com os detalhes e  preços das viagens em 1931 -(acervo PJC) 


os trajetos e preços das viagens ferroviárias em 1931 - vê-se a estação Serrinha (acervo PJC)

A FOTO EM TAMANHO AUMENTADO.




Paulo José da Costa
compra e recebe doações de acervos de postais e fotos antigas, inclusive álbuns de família
para arquivo particular
Proteja a memória, ensine as crianças a amar as fotografias. 
41 88050624
paulodafigaro@hotmail.com
https://www.facebook.com/paulojose.dacosta

29 August 2014

CARTÕES POSTAIS MOSTRAM O PARANÁ DA BELLE ÉPOQUE

A TERCEIRA E ÚLTIMA POSTAGEM COM OS POSTAIS DA COLEÇÃO ANTÍOCHO PEREIRA, ACERVO DE FÁBIO FURTADO PEREIRA.

Em caso de utilização das imagens, é imprescindível a citação das fontes.















































































Paulo José da Costa
compra e recebe doações de acervos de postais e fotos antigas, inclusive álbuns de família
para arquivo particular
Proteja a memória, ensine as crianças a amar as fotografias. 
41 88050624
paulodafigaro@hotmail.com
https://www.facebook.com/paulojose.dacosta